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Voyeur de Divã

Descobri que tenho um prazer voyeurístico de dar uma espiadinha na sessão de terapia das outras pessoas. Não, claro que eu nunca fiz isso, mas confesso que não foi por falta de desejo.  Durante meus anos de análise, morria de vontade de me esconder atrás do divã  para escutar o que aquele executivo engomado com carinha de bom moço - que vinha no horário seguido ao meu - escondia por trás do terno bem cortado.  Também confesso que durante esses tempos de quarentena, cogitei dar uma leve escutada nas sessões on-line do meu marido, mas meu senso ético (ou de auto-preservação) acabou falando mais alto.  A realidade é que consegui sanar este meu fetiche apenas e tão somente através da arte e da literatura.   Irvin Yalom escreveu dois dos meus livros favoritos da vida, e olha que eu tenho uma dificuldade enorme e um bode maior ainda de ranquear as coisas.  "Mamãe e o sentido da vida: histórias de psicoterapia" e "O carrasco do amor" trazem contos de psicoterapia, reais e

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